quarta-feira, 14 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
CHORINHO DE RESISTÊNCIA NA ELIANA SILVA
Infelizmente, por motivo de força maior, não haverá especicamente o chorinho, mas o encontro está mantido. A ocupação define que a visita é importante neste momento de risco de despejo .
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
SOMOS TODAS E TODOS CAMILO TORRES, IRMÃ DOROTHY E ELIANA SILVA!
RESISTÊNCIA, SIM!
DESPEJO, NÃO!
Belo Horizonte, outubro/novembro
de 2012
Nós, do Fórum Permanente
de Solidariedade às Ocupações de Belo Horizonte, manifestamos total apoio e
solidariedade às 470 famílias das comunidades Camilo Torres, Irmã Dorothy e
Eliana Silva que, para realizarem o direito humano à moradia, ocupam terrenos
públicos no Barreiro – a maioria delas há mais de 4 anos. Há vinte anos, tais terrenos foram transferidos
de modo irregular e ilegal a particulares. Estes, como se não bastasse, os
mantiveram abandonados desde então, o que representa não cumprimento de sua
função social.
Os terrenos pertenciam à
Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (CODEMIG, ex-Companhia
de Distritos Industriais – CDI) que os repassou a particulares por valores
muito abaixo dos valores de mercado. A contrapartida seria a implementação de
atividades industriais em até vinte e quatro meses. Nos duzentos meses
subseqüentes, nada foi construído. Além disso, os terrenos foram repassados –
sempre irregularmente - a outras empresas, configurando a mais escrachada especulação
imobiliária. Estes terrenos têm sido objeto de transação ilegal entre o
governo de Minas Gerais, a Prefeitura de Belo Horizonte, a Victor Pneus, a TraMM Locação de Equipamentos Ltda e os Bancos
Bradesco e Rural. Destacamos que o Banco Rural é réu já condenado pelo Supremo
Tribunal Federal no “escândalo do mensalão”.
Os partidos que estão em
conluio com as empresas que se apropriaram ilegalmente dos terrenos são os
mesmos que, em São José
dos Campos/SP, patrocinaram o despejo de Pinheirinho, em janeiro de 2012. Nesta
ocasião, 1600 famílias foram massacradas e tiveram suas casas destruídas após
oito anos de ocupação de terreno grilado pelo mega-especulador Naji Nahas. Estes
mesmos interesses são representados em Minas Gerais pelo prefeito Márcio Lacerda (PSB),
o ex-governador Aécio Neves e o atual Antonio Anastasia, ambos do PSDB. À
jogatina com terrenos públicos, soma-se a podre jogatina da política
profissional.
Há perigo de desocupação
iminente a ser realizada pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o que
acarretaria em banho de sangue. Sabemos que a PMMG atua, nesta situação, como
um exército no campo de batalha cujo objetivo é eliminar os inimigos. Aqueles
que são considerados inimigos pela PM, nesse caso, são as 470 famílias pobres
que têm resistido bravamente às investidas da propriedade privada e do capital.
São cidadãos e cidadãs de todas as idades que construíram suas casas com as
próprias mãos, preservam o espaço onde moram e imprimiram a mais legítima
função social aos terrenos ocupados: o direito à moradia decente e à existência
digna. Lembremos do despejo da Eliana Silva 1 (maio/2012) e da tentativa de
despejo da Zilah Spósito-Helena Greco (outubro/2011) onde a PM, fortemente
armada, usou desde gás de pimenta contra crianças asmáticas e idosos até
caveirão, cachorros, cavalos e helicópteros contra todas e todos os membros
destas comunidades.
Tampouco toleramos as investidas
da PMMG contra nosso companheiro Frei Gilvander Moreira, que tem sido
permanentemente fustigado com telefonemas, ameaças e “visitas” noturnas.
Sabemos que estas perseguições são devidas à sua combatividade na luta pelo direito
à moradia e à terra para quem nela trabalha.
O Fórum Permanente de
Solidariedade às Ocupações de Belo Horizonte definitivamente não aceita o
despejo e defende o direito inalienável à resistência contra todas essas
investidas. Exigimos esclarecimento e responsabilização dos envolvidos nessas
transações inescrupulosas. Cobramos a instalação de uma Comissão Parlamentar de
Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais para acabar com a
farra da especulação imobiliária, equacionar a titularidade desses terrenos,
responsabilizar e punir os envolvidos nas transações ilegais e, sobretudo,
garantir a permanência das comunidades Camilo Torres, Irmã Dorothy e Eliana
Silva nos espaços ocupados.
Reiteramos que não
admitimos o despejo sob hipótese alguma. Continuaremos a combater, junto com as
comunidades Camilo Torres, Irmã Dorothy, Eliana Silva, Dandara e Zilah Sposito-Helena
Greco, o projeto segregacionista dos governos municipal, estadual e federal de
higienização da cidade e privatização do espaço público.
Lutamos por uma cidade
que incorpore as necessidades, as lutas e as conquistas da classe trabalhadora.
Fórum
Permanente de Solidariedade às Ocupações de Belo Horizonte / FPSO-BH
TODA A SOLIDARIEDADE A FREI GILVANDER MOREIRA
Toda a solidariedade a
Frei Gilvander Moreira
Frei Gilvander Moreira
Belo Horizonte, 06 de julho de 2012.
Nós, do Fórum Permanente de Solidariedade às Ocupações – BH, manifestamos nossa total solidariedade ao companheiro Frei Gilvander Moreira, que vem sofrendo ameaças por defender intransigentemente os direitos humanos – sobretudo o direito à moradia e à terra para quem nela trabalha – e combater a privatização da cidade pela institucionalidade e o capital.
Repudiamos com veemência estas ameaças que se escondem na covardia do anonimato mas, sabemos muito bem, estão a serviço daqueles que criminalizam os pobres, a luta política e os movimentos sociais: a repressão é useira e vezeira deste tipo de procedimento infame.
Frei Gilvander está inserido no Programa de Proteção de Defensores de Direitos Humanos de Minas Gerais – PDDH-MG. Sabemos, no entanto, que é a continuidade da luta e o respaldo dos movimentos sociais que poderão garantir a integridade física do companheiro e o fim das ameaças e intimidações.
Pelo fim das ameaças ao companheiro
Frei Gilvander!
Viva a luta popular!
Abaixo a repressão!
Assinado: Fórum Permanente de Solidariedade às Ocupações/FPSO-BH
Participam do Fórum Permanente de Solidariedade às Ocupações de Belo Horizonte:
Associação Brasileira dos Advogados do Povo/ABRAPO, Associação dos Geógrafos Brasileiros/AGB-BH, Associação Metropolitana de Estudantes Secundaristas/AMES-BH, Brigadas Populares/BPs, Coletivo Mineiro Popular Anarquista/COMPA, CSP-Conlutas, Coletivo SobreHistória.org, Coletivo Travessia - Letras UFMG, Coletivo Voz Ativa, Comissão Pastoral da Terra/CPT, Corrente Sindical Unidade Classista, D.A Letras UFMG - “Gestão ao Pé da Letra”, DCE UMA - Gestão Passo a Frente, Fórum Social Mundial-MG/FSMMG, Instituto Caio Prado Júnior/ ICP-MG, Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania/IHG, Movimento Luta e Classe/MLC, Movimento Mulheres em Lutas, Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas/MLB, Movimento Luta de Classe, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto/ MTST, Movimento Marxista 5 de Maio/MM5, OCUPABH, Ocupação Dandara, Ocupação Camilo Torres, Ocupação Eliana Silva, Ocupação Irmã Dorothy, Ocupação Zilah Spósito – Helena Greco, Partido Comunista Brasileiro/PCB, Partido Comunista Revolucionário/PCR, Partido Socialismo e Liberdade/PSOL, Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado/PSTU, Quilombo Raça e Classe, SINDMETAL de Mário Campos e Região, SINDREDE, SINDELETRO, União da Juventude e Rebelião/UJR, União da Juventude Comunista – UJC, SINDMASSA.
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